
Somos seres que contam histórias ou, se preferirem, estórias. A própria forma de nossa linguagem assume contornos de narração (por isso o fato de escrevermos "cientificamente" deve ser aprendido e, nesse sentido bem restrito, fazer ciência é uma forma de violência auto-infligida, diria até que devemos ser "moldados" para isso). Em nossa lida cotidiana somos todos contadores de estórias ( mantenho a grafia assim para remeter à antiga diferenciação entre "estória" e "história").
Então gostaria de apresentar a vocês uma grande estória. Não subestimem o poder dos romancistas, dramaturgos etc. Eles são muito mais a voz da nossa sociedade em seu tempo do que cientistas e filósofos. É a partir da contação de estórias (sejam as que contamos a partir de nossas próprias experiências ou as que tomamos conhecimento pelos outros) que vemos nossas alegrias, tristezas, grandezas e mesquinharias, nossas glórias e desgraças, enfim tudo que nos torna humanos. Bem mais do que lendo tratados de filosofia, sociologia, psicologia, economia etc. A ciência pode nos ensinar sobre o mundo, mas é a literatura, em suas várias formas, que nos ensina a humanidade. Por isso indico esse livro aqui no núcleo de estudos do comportamento humano.
A estória que apresento é a de Oskar Schell contada por Jonathan Safran Foer ( um jovem escritor norte-americano, aclamado pela crítica como um dos mais importantes escritores americanos da atualidade e que mereceu todas as formas de incensos e holofotes, além de uma variedade grandiloquente de elogios, desde a publicação de seu primeiro romance, “Everything is Iluminated” de 2002), em seu livro "Extremamente Alto & Incrivelmente Perto".
Um livro sobre Memória, coleção, barbárie e busca, como diz Carlos Augusto Lima em seu texto sobre o livro no Diário do Nordeste quando do lançamento da edição em português.
"Oskar Schell (como diz seu cartão pessoal) é inventor, desenhista de jóias, fabricante de jóias, entomologista amador, francófilo, vegan, origamista, pacifista, percussionista, astrônomo amador, consultor de informática, arqueólogo amador. Detalhe: Oskar Schell tem 9 anos de idade."
Fica aqui a dica de leitura e, espero, deleite.

